Goma de mascar sem açúcar reduz o risco de cárie, diz estudo
20 jan 10
Pesquisa da Universidade de Budapeste, na Hungria, feita com 583 pessoas durante dois anos, comprovou que mascar goma sem açúcar por 20 minutos, três vezes ao dia após as refeições, diminui em 38,7% a ocorrência de cavidades cariosas (antigamente denominadas “cárie”).
“A explicação é que a goma de mascar sem açúcar estimula as glândulas salivares a produzir maior quantidade de saliva, o que desencadeia uma série de eventos que colaboram para a redução do risco de ocorrência de lesões cariosas”, diz a dentista Sonia Groisman, professora associada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Após a ingestão de carboidratos fermentáveis, como pão francês, bolo e doces, formam-se ácidos na boca que enfraquecem os dentes, num processo conhecido como desmineralização. A saliva ajuda a diluir e lavar os resíduos de alimentos, neutralizando os ácidos da boca e promovendo a remineralização dos dentes, reduzindo assim o risco para a ocorrência de lesões cariosas.
Segundo a especialista, “a saliva é um potente mecanismo de defesa contra a cavitação dentária e é vital para a saúde bucal”. A saliva gerada pela mastigação da goma sem açúcar apresenta uma capacidade protetora mais efetiva na prevenção de cavidades cariosas e a combinação da saliva com os óleos essências da goma de mascar ainda ajudam a reduzir os odores do mau hálito, completa Sonia Groisman.
Vale ressaltar que todas essas vantagens não substituem a tradicional higiene bucal, com fio dental, escova e creme dental, nem as visitas regulares ao seu dentista.
Por que se preocupar com a cárie
• A cárie é uma doença infecto-contagiosa e que atinge as estruturas do dente, pode causar dor e até levar à perda do dente.
• Ao contrário do que muita gente pensa, a doença cárie não é um problema de criança. A doença está presente em todas as fases da vida, como mostram os dados do Ministério da Saúde, que destina 10% do orçamento para saúde pública em tratamentos odontológicos.
• A maioria dos adultos e mais de 90% das crianças tiveram uma lesão cariosa em algum momento de suas vidas.
• Dados sugerem um aumento na incidência de lesões cariosas em populações específicas de países desenvolvidos como Estados Unidos e Austrália.