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História da goma de mascar

 
 Chiclets vendido pela antiga Adams na déc. de 30
No início da década de 1850, o jovem fotógrafo Thomas Adams faria uma parceria com um mexicano, Antonio Lopez de Santa Anna – ex-presidente mexicano exilado nos Estados Unidos –, que mudaria para sempre os rumos da indústria de confeitos no mundo.
 
Adams era inventor nas horas vagas. Isso incentivou Santa Anna a sugerir para o jovem fotógrafo que tentasse criar um pneu feito da resina retirada da árvore do zapote, chicle. Uma boa quantidade foi importada do México pelo fotógrafo. O projeto de fabricar pneus, entretanto, deu totalmente errado, já que a goma usada era muito mole.
 
Anos se passariam até que Adams observasse uma garota na farmácia, que comprara goma de parafina para mascar. A observação do hábito lhe chamara a atenção: já havia visto Santa Anna mascar pedaços de chicle. Por que não tentar fabricar gomas com o estoque de resina que tinha em casa?
 
 
 Um dos primeiros Trident
vendidos no Brasil
Com a ajuda de seu filho, amoleceu o chicle com água quente, e depois sovou a massa para que ficasse macia. Adams cortou o material em pequenos pedaços, e vendeu na mesma farmácia, onde vira a garotinha que lhe havia inspirado. Rapidamente, as 200 primeiras unidades –comercializadas a 1 centavo de dólar cada – foram vendidas. Logo as gomas ganharam um rótulo que dizia “Goma Adams de Nova Iorque – estala e estica”.
 
Além de “reinventar” um uso para a resina do zapote, Adams inventou também uma máquina capaz de produzir goma de mascar em larga escala. Recebeu sua primeira patente em 1871 e, cinco anos depois, fundava a Adams Sons & Company, que daria origem à maior empresa de confeitos do mundo.